Série “O Código da Inteligência” – Post 03 O Medo de Reconhecer os Erros

A terceira armadilha da mente humana abordada por Cury é o medo de reconhecer os erros. Que nada mais é do que o medo de assumir nossas imperfeições, fraquezas, estupidez, fragilidades. Buscamos esconder o verdadeiro Eu com medo de passar vergonha.

O medo de reconhecer os erros é não saber decifrar o código da espontaneidade. Com isso, as pessoas vão se deprimindo pouco a pouco. Nossa liberdade não pode estar à venda por preço nenhum, mas quem não decifra o código da espontaneidade, troca a liberdade com muita facilidade, muitas vezes por bobagens.

São coisas simples. É aquele momento em que ficamos irritados quando alguém aponta um erro nosso. Quando ficamos envergonhados por revelarem um momento de estupidez nosso, uma palavra dita sem muito nexo em algum momento. Ou até mesmo quando um filho corrige um pai por alguma atitude incorreta, e o pai ao invés de assumir o erro e se desculpar, se julga acima da situação, proibindo o filho de apontar suas falhas.

Outro ponto é quando a pessoa defende com unhas as dentes sua ideia ou posição. Por mais que mostrem que está errado ou que há uma forma diferente de ver as coisas, a pessoa não cede, não repensa sua posição, não aceita estar errada.

Existem pessoas que em uma primeira conversa são super educadas, com uma conversa agradável, mas que com o tempo se revelam ser sugadores de energia. Não reconhecem seus erros, não pedem desculpas, falam demais para justificar suas atitudes e exigem muita atenção. Pessoas altamente tóxicas.

Só um ser maduro não tem medo de si mesmo. Reconhecer nossas debilidades é um passo fundamental para quem quer encontrar a paz e tranquilidade.

Série “O Código da Inteligência” – Post 02 O Coitadismo

A segunda armadilha da mente citada por Cury é o coitadismo. Coitadista é a pessoa que tem pena de si mesmo. Normalmente faz propaganda de suas crenças, não tem vergonha de dizer, “eu sou derrotado”, “ninguém gosta de mim”, “não tenho solução”, e por ai vai.

Todo coitadista é um conformista, mas nem todo conformista é um coitadista. Justamente por essa capacidade de expor suas crenças e utiliza-las, mesmo de forma inconsciente, para receber atenção de outras pessoas.

Existem vários graus de coitadismo, o mais avançado é aquele clássico, que não muda, sempre na mesma, repetitivo e cansativo. Mas o coitadismo pode ser mais suave e como o próprio conformismo, estar presente em algumas áreas especificas, como por exemplo, a pessoa que acredita que não consegue parar de fumar, não é capaz de emagrecer ou possui alguma impulsividade.

Há ainda aqueles que são ativistas, lutam por seus objetivos, mas se sentem fracos diante da irritabilidade, humor depressivo ou sintomas psicossomáticos como dores de cabeça, dores na barriga, dores musculares, gastrite, entre outros tantos sintomas.

A chave para sair da posição de coitadista é compreender a diferença entre ambição e desejo. Desejo é uma intenção superficial, enquanto que, ambição é um projeto de vida. A ambição é vital para que o Eu mude as suas rotas. A energia do desejo é insuficiente para promover mudanças reais e duradouras, quantos repetem diariamente que desejam mudar? Mas no fundo não têm essa ambição, não querem realmente lutar pela mudança e não vão mudar.

Série “O Código da Inteligência” – Post 01 O Conformismo

Atualmente estou lendo o livro do Augusto Cury, “O Código da Inteligência”. Estou gostando muito da leitura, é um pequeno livro de apenas 222 páginas, mas que traz muito conteúdo. Com a finalidade de estudar melhor o livro, ao invés de fazer apenas uma leitura superficial, resolvi fazer uma série de posts relacionados ao livro. Desse modo eu irei ler, refletir e procurar falar sobre o conteúdo do livro utilizando minhas palavras.

Antes de falar especificamente sobre os principais códigos da inteligência, Cury fala sobre algumas armadilhas da nossa mente que bloqueiam nossa capacidade de decifrar os códigos da inteligência. Nenhum ser humano está livre dessas armadilhas, é necessário humildade e lucidez para assumi-las e supera-las. A primeira armadilha é o conformismo.

O conformista é aquele que se acomoda, não luta por ideais, não tem objetivos definidos, acredita que tudo é obra do destino, o famoso, “deixe a vida me levar”. Porém, ninguém é 100% conformista ou 100% ativista, porque ninguém bloqueia todas as funções da inteligência ou as liberta completamente. Alguns decifram com maestria os códigos da inteligência em determinadas áreas, mas são totalmente conformistas em outras.

O que acontece é que os conformistas por medo de assumir riscos ou medo da crítica, optam por ficarem inertes na área em que se julgam incapazes. Basta uma experiência ruim ou algumas vezes apenas acreditar na possibilidade de acontecer algo ruim para que os conformistas desistam da ação, amordaçam o Eu e vivam de forma limitada. “Os conformistas transformam fracassos em medo, os determinados transformam derrotas em garra.”

Alguns vivem com a crença de que serão pra sempre, depressivos, fóbicos ou obsessivos. Não compreendem que são seres humanos complexos e que podem lutar para desenvolver a capacidade de proteção da emoção, gerenciar os pensamentos e filtrar seus estímulos estressantes. Por falta de conhecimento não são capazes de decifrar os códigos da inteligência e vencer suas limitações.

Os conformistas são os reis das desculpas e parecem desapegados de preconceitos. Vivem com sua visão limitada de mundo e desdenham do que no fundo desejam. Alguns são ótimos em resolver problemas dos outros, mas péssimos para resolver os próprios problemas, outros são excelente em encorajar os amigos a sair da zona de conforto e encarar um novo desafio, mas não ousam em dar um passo pra fora de sua própria zona de conforto.

O fato é, todos somos conformistas em determinada área, não há escapatória. É necessário que façamos reflexão e analise para que possamos identificar qual área estamos deixando a desejar. Em qual área não estamos nos dedicando da forma como gostaríamos e agir.

Os exercícios propostos no livro em cada código da inteligência ajudam a fazer essa análise e partir para ação.

 

Porque eu devo buscar me desenvolver a cada dia?

Estou com um projeto pessoal novo, que é o de acordar todos os dias as cinco horas da manhã para realizar atividades que normalmente são negligenciadas durante o dia ou que são realizadas esporadicamente.

Essas atividades são, atividade física, meditação, estudo de idiomas, leitura e escrita. Dessas cinco atividades apenas a atividade física e a leitura que eu sempre realizei pelo menos todas as semanas, porém, nunca com a consistência necessária para alcançar resultados duradouros a longo prazo.

A questão é, é muito difícil acordar de madrugada todos os dias para realizar essas atividades, será que vale a pena ou estou apenas perdendo meu tempo, gastando energia em algo que não vai me gerar os benefícios esperados? Vamos refletir um pouco sobre o assunto.

A minha rotina sem esse projeto seria da seguinte forma. Acordar todos os dias lutando com o botão soneca do despertador, sair da cama por volta das sete horas, com bastante preguiça. Ir trabalhar por volta das sete e meia, rotina de 8 a 10 horas de trabalho, com intervalo de 1:30 para o almoço. A tarde ir pra casa, comer algo e sair pra dar uma corrida, às vezes, ou ficar de boa assistindo tv ou vendo algo na internet. Fazer alguns serviços domésticos, ajudar a preparar a janta e assistir mais um pouco até a hora de ir dormir.

Quando sobra um tempinho ou da aquela vontade, leio um pouco ou tento estudar um pouco para melhorar meu inglês. Tudo bem casual, sem muito compromisso. Além disso, é claro, tem os momentos de lazer e diversão, sair para dar uma passeada, ir até a cidade vizinha para fazer algo diferente ou algum churrasco na casa de algum amigo.

Acredito que o resultado ao longo de alguns anos nessa rotina poderia ser, melhorar dentro da empresa, por estar fazendo meu trabalho direitinho, dando resultados e tal. Mas esse melhorar teria um limite bem baixo, não seria muito mais do que estou atualmente. Receber uma proposta de alguma outra empresa do ramo, para trocar seis por meia duzia. Ou ser demitido por estar negligenciando o trabalho e ai sim sair da minha zona de conforto em busca de uma recolocação no mercado. Essa demissão poderia ser péssima ou ótima, não há como saber o resultado.

Seguindo a nova rotina de desenvolvimento pessoal os resultados que posso imaginar seriam, melhorar dentro da empresa, receber uma proposta de trabalho de outra empresa ou ser demitido. Mas o que muda?

O que muda é a pessoa que eu estou me tornando, hoje eu sou o resultado dos 29 anos que vivi até o momento. O que eu serei daqui pra frente vai depender do que eu fizer  ao longo dos próximos anos.

Fazendo exercício e me alimentando de forma consciente, as chances de ter uma boa saúde nos próximos anos são maiores. Meditação todos os dias, aumenta o autoconhecimento e reduz o estresse. Estudar inglês por 20 minutos todos os dias, em alguns anos eu poderei consumir conteúdos que não foram traduzidos para o português, sem depender de ninguém, além de poder visitar outros países e conhecer outras culturas.

Lendo todos os dias, ao longo de alguns anos eu terei lido centenas de livros, com isso adquirido muito conhecimento em diversas áreas de meu interesse, aumento expressivo do vocabulário, além de muitos outros benefícios que a leitura gera, como, redução do estresse, melhora da atividade cerebral e cultura.

Praticando a escrita todos os dias em alguns anos serão milhares de páginas escritas. Com isso eu ganho maior capacidade de expor minhas ideias, terei colocado muitas coisas que antes ficavam apenas na minha mente no “papel” e ainda compartilhado com o mundo através do blog ou até mesmo escrevendo livros. Fora outros benefícios que a escrita proporciona no dia a dia.

Resumindo, é algo fácil de fazer? Com certeza não. Para mim é um desafio enorme, a batalha interna é muito grande todos os dias. Acredito que o tempo possa se torna algo mais natural, mas no inicio é bem doloroso e difícil.

Vale a pena tanto esforço e dedicação? Com certeza! Será uma transformação duradoura que irei conquistar aos poucos, ao longo dos dias, meses e anos. Resultados virão no longo prazo, com toda certeza do universo. Isso é se tornar uma pessoa melhor a cada dia, de forma consciente e ativa.

 

 

 

O Milagre da Manhã

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Nesses últimos dias eu andei muito ocupado, novas responsabilidades no trabalho, dedicação maior para alcançar as metas propostas e com isso acabei deixando o meu compromisso com minha evolução pessoal de lado, além é claro de dedicar menos tempo a minha família e meu lar.

Ter foco é bom, mas não podemos perder o equilíbrio. Dedicar toda a energia em uma área da vida e deixar o restante em segundo plano, pode ser algo tão irresponsável como não ter foco em nada.

Hoje resolvi mudar essa situação e buscar o equilíbrio desejado. Com o auxílio do livro “O milagre da manhã” de Hal Elrod, voltei a praticar meus mini-hábitos com uma abordagem diferente. Realizar todos na parte da manhã, antes de ir trabalhar.

Acordei as cinco horas da manhã, sem botão soneca no despertador, escovei os dentes, tomei um copo de água e inicie minha rotina de desenvolvimento pessoal. Quinze minutos de exercícios, quinze minutos para o banho, dez minutos para meditação, vinte minutos para estudar inglês, trinta minutos de leitura e para finalizar estou completando meus trinta minutos dedicados à escrita. Não prometo que todos os dias publicarei um post novo, mas todos os dias estarei dedicado em escrever, com isso o blog será atualizado com maior frequência.

Tendo realizado minha rotina de desenvolvimento pessoal até as 7 horas da manhã, durante o restante da manhã e da tarde posso me dedicar 100% ao meu trabalho e depois do expediente posso realizar as atividades domésticas que cabem a mim e dar atenção à minha família. Três vezes na semana tem o treino de corrida também, mas da tempo de fazer tudo.

Que dia maravilhoso hein! Parece que as minhas 24 horas se multiplicaram. De agora em diante essa será a minha rotina diária, em busca de me tornar uma pessoa melhor a cada dia e ter uma vida equilibrada. Mais pra frente irei compartilhar mais informações sobre o livro citado no post. Abraço!

Medo da Crítica

Algo que sempre atrapalhou meu desenvolvimento foi querer sempre agradar aos outros, me preocupar demais com o que as pessoas dizem e pensam ao meu respeito e não querer ser julgado pelas pessoas, isso é o medo da crítica.

Na prática isso se resume a não expor ideias e opiniões em uma roda de conversa, a não ser com pessoas muito intimas. Não querer chamar a atenção em ambientes com muitas pessoas, não questionar e não debater ideias de outras pessoas, aceitar fazer coisas que eu não gosto para agradar aos outros, não fazer nada diferente do que o que todo mundo está fazendo, não colocar projetos e ideias em prática, ou pior, não ter ideias, viver como um bovino resignado.

O que fazer para vencer esse medo? Beber! Quando a bebida entra em cena eu me transformo, viro outra pessoa. Não me importo com a opinião de ninguém, faço somente o que eu quero, converso, debato e discuto com as pessoas. Me torno um comunicador, dançarino e artista. Com a bebida meus problemas estão resolvidos.

Não, não estão resolvidos. Todos sabemos os diversos malefícios que a bebida traz consigo. A chance de fazer algo de que possa me arrepender depois é muito grande, quase certa, além é claro dos danos causados ao corpo e de que é um vício que acaba com muitas vidas.

Um livro que li recentemente e que traz algumas ideias de como lidar com essas questões da vida é “A sutil arte de ligar o f*da-se” de Mark Manson. Segue abaixo uma pequena citação do livro:

“Ligar o foda-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade”

Em outras palavras, as pessoas vão me julgar, criticar, muitas vezes até me ofender. Mas também irão elogiar, apoiar e incentivar. Isso faz parte do ser humano e de viver em sociedade, é preciso aprender a lidar com as críticas. Criticas boas e elogios são um combustível para seguir motivado e continuar no caminho. Criticas ruins e ofensas também servem como combustível para seguir motivado e no caminho.

Só é criticado quem faz algo, que não faz nada, não recebe críticas, mas tem a mesma utilidade do que uma pedra. Eu não quer ser uma pedra! E você? Deixe sua resposta nos comentários. Gostou? Curta, compartilhe com seus amigos e deixe um comentário. Abraços!Criticas - Aristoteles

É possível trabalhar com o que ama?

Acabei de ler um artigo do Leandro Ávila em seu novo site, intrasenso.com, chamado “Trabalhar pelo dinheiro ou pelo amor de fazer o que se gosta?”. Clique aqui caso queira ler o artigo na íntegra. Vou fazer algumas reflexões sobre o tema.

O artigo começa com alguns questionamentos sobre o que gera motivação no seu trabalho, o dinheiro ou o prazer de fazer bem feito aquilo que você ama. E pergunta também sobre o que você faria se não precisa mais de dinheiro, que atividades desempenharia nesse caso.

São perguntas que me fazem refletir bastante e as respostas são muito desconfortáveis. Primeiro, eu trabalho pelo dinheiro e se deixassem de me pagar com certeza eu iria atrás de outra atividade. E o segundo ponto, que me deixa mais assustado, eu não sei o que eu faria se não precisasse de dinheiro.

Tenho alguns hobbies, curto muito pescar, sou atleta amador e tenho me dedicado bastante na corrida de rua, gosto muito de ler e agora estou descobrindo a escrita, me dedicando a escrever algumas linhas por dia.

Eu sei que há várias formas de transformar essas atividades que faço por prazer em uma atividade profissional. É algo fácil de fazer? Com certeza não. Acompanho através do youtube e das redes sociais várias pessoas que realizaram essa façanha, principalmente gerando conteúdo para a internet. A galera tem que por a cara pra bater e ralar muito.

Outra questão interessante apresentada no artigo é a de que é muito melhor ralar muito e se dedicar fazendo algo que te traz uma satisfação, do que, se obrigar a se dedicar em algo que não tem significado nenhum, apenas o contra-cheque no fim do mês.

Uma ideia apresentada pelo autor para tornar possível a transição de um trabalho de que não se gosta para trabalhar com algo que da prazer é a combinação de educação financeira e muita ralação.

A educação financeira nos proporciona a liberdade. É muito simples de entender isso. Uma pessoa que possui uma reserva financeira suficiente para pagar todas as suas despesas e manter seu padrão de vida durante três anos, por exemplo, é muito mais livre do que alguém que depende exclusivamente de seu salário para pagar as contas do próximo mês.

Uma reserva financeira não surge da noite para o dia, é necessário dedicação para aprender a utilizar o dinheiro de forma racional, conhecer o mercado financeiro e as opções para poupar e investir seu dinheiro, guardar em baixo do colchão não é uma boa ideia. Além de ter muita paciência, a constância e o tempo são grande aliadas.

Então vem a ralação que é você se dedicar muito, mas muito mesmo, na atividade que te traz satisfação ao realizar, paralelamente ao seu trabalho atual. Colocar ideias em prática, estudar bastante sobre o assunto, fazer testes e meter as caras com vontade.

Simples né? Não, não é simples, nem é fácil, mas é possível!

Essas são algumas reflexões e conselhos para mim mesmo, se algo foi útil para você, fico muito feliz em ter ajudado. Se não serviu para nada, obrigado por ter lido! rsrs Abraço!