Quem guarda dinheiro não aproveita a vida

“Quem guarda dinheiro não aproveita a vida.” Você provavelmente já deve ter escutado essa frase. Uma frase muito utilizada por quem adora fazer compras parceladas, gasta mais do que ganha, vive com dívidas, mas diz que aproveita bastante a vida, afinal, “o dinheiro foi feito para gastar.”

Frases desse tipo existem aos montes, “não vai poder levar o dinheiro no caixão”, “vai deixar dinheiro pra família brigar depois”, “sem divida não se consegue nada” e por ai vai.

dinheiro

O que essas pessoas não percebem é que elas não aproveitam o dinheiro, elas na realidade são escravas do dinheiro. Precisam sempre trabalhar mais para poder comprar mais. E quanto mais ganham, mais gastam. A maioria se ficar um mês sem receber salário, não tem como pagar suas despesas sem se endividar. Muitos aturam empregos que não gostam, fazendo atividades que não dão nenhuma satisfação, porque precisam do dinheiro.

O dinheiro pode proporcionar liberdade. Ter uma reserva suficiente para manter suas despesas por um ano, por exemplo, te da a tranquilidade de fazer escolhas mais conscientes, negociar melhores condições de trabalho, procurar um novo emprego, não viver com a corda no pescoço, reduzindo assim de forma significativa o estresse e até mesmo começar um negócio próprio.

Um momento em que o dinheiro dá ainda mais liberdade ao indivíduo é quando ele atinge a independência financeira. Independência financeira é quando a pessoa possui um patrimônio em investimentos que geram retornos suficientes para manter seu padrão de vida, sem precisar de outra fonte de renda. Podendo assim, a pessoa trabalhar apenas por prazer ou não trabalhar.

Além disso, tendo dinheiro você pode fazer opções de consumo mais conscientes e gastando menos. Na compra de um carro, por exemplo, você poderá comprar ele à vista, sem pagar juros por financiamentos ou consórcios e ainda negociar um desconto. Você pode viajar no fim do ano, sem comprometer o ano seguinte com dividas. Esses são apenas alguns exemplos do que o dinheiro pode proporcionar se for bem utilizado.

Possuindo dinheiro você passa a receber juros ao invés de pagar juros aos bancos. Além do mais, você aprende a dar valor e a utilizar de forma racional seu suado dinheiro. Escapando das armadilhas do marketing e se tornando um consumidor consciente.

É possível trabalhar com o que ama?

Acabei de ler um artigo do Leandro Ávila em seu novo site, intrasenso.com, chamado “Trabalhar pelo dinheiro ou pelo amor de fazer o que se gosta?”. Clique aqui caso queira ler o artigo na íntegra. Vou fazer algumas reflexões sobre o tema.

O artigo começa com alguns questionamentos sobre o que gera motivação no seu trabalho, o dinheiro ou o prazer de fazer bem feito aquilo que você ama. E pergunta também sobre o que você faria se não precisa mais de dinheiro, que atividades desempenharia nesse caso.

São perguntas que me fazem refletir bastante e as respostas são muito desconfortáveis. Primeiro, eu trabalho pelo dinheiro e se deixassem de me pagar com certeza eu iria atrás de outra atividade. E o segundo ponto, que me deixa mais assustado, eu não sei o que eu faria se não precisasse de dinheiro.

Tenho alguns hobbies, curto muito pescar, sou atleta amador e tenho me dedicado bastante na corrida de rua, gosto muito de ler e agora estou descobrindo a escrita, me dedicando a escrever algumas linhas por dia.

Eu sei que há várias formas de transformar essas atividades que faço por prazer em uma atividade profissional. É algo fácil de fazer? Com certeza não. Acompanho através do youtube e das redes sociais várias pessoas que realizaram essa façanha, principalmente gerando conteúdo para a internet. A galera tem que por a cara pra bater e ralar muito.

Outra questão interessante apresentada no artigo é a de que é muito melhor ralar muito e se dedicar fazendo algo que te traz uma satisfação, do que, se obrigar a se dedicar em algo que não tem significado nenhum, apenas o contra-cheque no fim do mês.

Uma ideia apresentada pelo autor para tornar possível a transição de um trabalho de que não se gosta para trabalhar com algo que da prazer é a combinação de educação financeira e muita ralação.

A educação financeira nos proporciona a liberdade. É muito simples de entender isso. Uma pessoa que possui uma reserva financeira suficiente para pagar todas as suas despesas e manter seu padrão de vida durante três anos, por exemplo, é muito mais livre do que alguém que depende exclusivamente de seu salário para pagar as contas do próximo mês.

Uma reserva financeira não surge da noite para o dia, é necessário dedicação para aprender a utilizar o dinheiro de forma racional, conhecer o mercado financeiro e as opções para poupar e investir seu dinheiro, guardar em baixo do colchão não é uma boa ideia. Além de ter muita paciência, a constância e o tempo são grande aliadas.

Então vem a ralação que é você se dedicar muito, mas muito mesmo, na atividade que te traz satisfação ao realizar, paralelamente ao seu trabalho atual. Colocar ideias em prática, estudar bastante sobre o assunto, fazer testes e meter as caras com vontade.

Simples né? Não, não é simples, nem é fácil, mas é possível!

Essas são algumas reflexões e conselhos para mim mesmo, se algo foi útil para você, fico muito feliz em ter ajudado. Se não serviu para nada, obrigado por ter lido! rsrs Abraço!

Aprendendo a lidar com o Dinheiro

Há cerca de três anos atrás, consegui realizar uma enorme transformação em minha vida, transformei meu modo de enxergar as coisas. Gosto de dizer que minha mente se abriu e eu pude ver o mundo de outra forma, uma forma totalmente nova para mim, foi quase um renascimento. E isso ocorreu graças a tão falada e tão importante LEITURA.

Eu fui um excelente aluno na escola, até a oitava série. Do ensino médio a faculdade eu era aquele aluno mediano, tirava a nota suficiente para passar e me formei aos trancos e barrancos.

Com relação a leitura, nunca me encantou. Os livros que a professora passava na aula de literatura eram muito chatos e eu nunca tive interesse de buscar algum livro que me interessasse para começar a ler. Cheguei até a ganhar alguns livros infanto juvenis de minhas tias durante a adolescência, começava a ler, achava legal, mas logo deixava de lado e nunca mais pegava. Preferia jogar videogame, navegar na net ou sair com os amigos.

A minha visão de mundo era do tipo “nasci pobre, vou morrer pobre”, “ou nasce rico, ou enriquece de maneira ilegal”, dai por diante. Eu não tinha ambição, nem sabia ao certo quanto ganhava por mês, só sabia que era pouco e que ia passar metade do mês apertado. Assim que recebia já me empenhava em gastar tudo e ficar na pindaíba novamente.

Tudo mudou quando eu resolvi me casar. A primeira vez que economizei dinheiro foi para a festa de casamento, comecei a pesquisar na internet dicas de como juntar dinheiro. Acabei encontrando um livro chamado “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” do Gustavo Cerbasi, baixei o ebook e li no celular. Na sequência eu li o livro “Pai Rico, Pai Pobre” do Robert Kiyosaki. Através destes livros eu descobri a chamada EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Foi a descoberta de um novo mundo, muitos autores defendem que a educação financeira tem que ser ensinada na escola, desde os anos iniciais.

Com certeza se eu tivesse esse conhecimento anos antes, teria feito outras escolhas em minha vida, na verdade, eu teria feito escolhas na minha vida, por que até então, eu apenas deixava a vida me levar, como diz a letra daquela música muito famosa do Zeca Pagodinho.

Além da educação financeira, outra mudança foi a do hábito da leitura. Por ter encontrado um tema que me agrada bastante, eu passei a ler diariamente. Hoje não leio apenas livros sobre educação financeira, leio sobre diversos assuntos, mas foi ela quem acendeu a chama da leitura em mim.

Nos próximos posts pretendo falar mais sobre como a educação financeira transformou minha vida, quais são os principais conceitos e também não menos importante, dicas de leitura para nos tornarmos uma pessoa melhor. Abraço!